As lágrimas britânicas
Depois do final de semana estressante, que no final das contas acabou bem, recebo uma notícia que me faz voltar a sorrir. Também não é para menos, afinal essa é "a" notícia: Brett Anderson, a bicha mais classuda do rock britânico, formou uma banda chamada "The Tears" com o maravilhoso ex-guitarrista do Suede, Bernard Butler e voltará aos palcos em breve. A notícia é do semanário inglês New Musical Express (NME). Já sabia que eles estavam se encontrando, pela própria revista, mas não que formariam uma banda, ainda mais com esse nome (lindo).
No final de outubro, a NME.COM foi convidada pelo duo para ir a um estúdio londrino onde eles estão fazendo a mixagem das últimas canções do novo, ainda sem título, programado para entrar no mercado ínicio do ano que vem. O nome da banda é uma referência a um poema de Philip Larkin, 'Femmes Damnées', que termina dizendo "The only sound heard is the sound of tears" (algo como "O único som escutado é o som das lágrimas")
Na primeira entrevista concedida, (em uma década!), Anderson e Butler disseram à NME.COM que estarem juntos tem sido "incrivelmente inspirador", assim como quando eles gravaram o maravilhoso primeiro álbum do Suede. Pelo visto o problema de relacionamento dos dois foi completamente abafado.
O encontro dos dois se deu no final do ano passado, quando Anderson resolveu ligar para o amigo com o objetivo de recuperar sua inspiração. Brett deve ter dito a ele: "Bicha, abafa o caso!", hehehehehe. "Pareceu-me ser o momento certo," disse Anderson ao NME.COM. "Eu não terminei com o Suede só para poder ligar para Bernard. Isso aconteceu naturalmente, a banda chegou ao fim de maneira natural. E na minha opinião, minhas melhores canções foram compostas com Bernard.". Tenho que concordar em gênero, número e grau com o que ele disse, pois é a mais pura verdade.
Mas eles não estão juntos para bricar. Bernard em um ato "modesto" acrescentou: "Temos um objetivo, o de fazermos um grande disco. Não existem ambições sociais, não vamos ficar nos desesperando". Brett continuou: "A primeira coisa que dissemos quando nos encontramos é que não lançaríamos nada que não fosse no mínimo um álbum espetacular. Isso é o mais importante. Podemos compor por três anos, mas se as canções não forem boas, não poderemos levá-las para o palco. "Muitas pessoas por aí estão preocupadas por estarmos juntos novamente e ficam desmerecendo o que fizemos antes. Ficam comentando que quando voltarmos a tocar ao vivo vamos só viver do passado. Não queremos fazer isso, por isso o material tem que ser, no mínimo, melhor do que tudo que já fizemos". completou. Tarefa árdua, caro Brett.
As canções foram gravadas no estúdio caseiro de Bernard Butler, com a mixagem final sendo realizada no estúdio Strong Room, na região oeste de Londres. Para completar o time das lágrimas foram recrutados Mako Sakamoto (bateria) e Nathan Fisher (baixo).
O rompimento (que não é de selinho)
Bernard Butler estava afastado da banda desde 94, quando do lançamento do ótimo "Dog Man Star". Chegou a lançar uns álbuns legais, mas nada empolgante, apesar de ser um dos melhores guitarristas dos anos 90. O Suede na época recrutou o fã da banda, Richard Oikes, também ótimo guitarrista, para entrar no lugar de Butler.
Nessa "briga de família", o Suede se saiu bem melhor ao lançar o histórico "Coming Up", com as clássicas "Beautiful Ones", "Lazy", "Filmstar" e "Trash", porém após este lançamento só fez trabalhos mornos. Agora, para ser bem sincero prefiro de longe os dois primeiros álbuns quando o Butler ainda dava o ar da sua graça. Pode comparar..."So Young", "Animal Nitrate", "Moving" e até mesmo os lados-b destas músicas são infinitamente melhores do que qualquer música pós-Butler. É esse o motivo da minha euforia ao ler a notícia do love dos dois.
Ouvindo toda a discografia do Suede (principalmente Suede [92], Dog Man Star [94] e o disco 1 do Sci-fi Lullabies [98])
No final de outubro, a NME.COM foi convidada pelo duo para ir a um estúdio londrino onde eles estão fazendo a mixagem das últimas canções do novo, ainda sem título, programado para entrar no mercado ínicio do ano que vem. O nome da banda é uma referência a um poema de Philip Larkin, 'Femmes Damnées', que termina dizendo "The only sound heard is the sound of tears" (algo como "O único som escutado é o som das lágrimas")
Na primeira entrevista concedida, (em uma década!), Anderson e Butler disseram à NME.COM que estarem juntos tem sido "incrivelmente inspirador", assim como quando eles gravaram o maravilhoso primeiro álbum do Suede. Pelo visto o problema de relacionamento dos dois foi completamente abafado.
O encontro dos dois se deu no final do ano passado, quando Anderson resolveu ligar para o amigo com o objetivo de recuperar sua inspiração. Brett deve ter dito a ele: "Bicha, abafa o caso!", hehehehehe. "Pareceu-me ser o momento certo," disse Anderson ao NME.COM. "Eu não terminei com o Suede só para poder ligar para Bernard. Isso aconteceu naturalmente, a banda chegou ao fim de maneira natural. E na minha opinião, minhas melhores canções foram compostas com Bernard.". Tenho que concordar em gênero, número e grau com o que ele disse, pois é a mais pura verdade.
Mas eles não estão juntos para bricar. Bernard em um ato "modesto" acrescentou: "Temos um objetivo, o de fazermos um grande disco. Não existem ambições sociais, não vamos ficar nos desesperando". Brett continuou: "A primeira coisa que dissemos quando nos encontramos é que não lançaríamos nada que não fosse no mínimo um álbum espetacular. Isso é o mais importante. Podemos compor por três anos, mas se as canções não forem boas, não poderemos levá-las para o palco. "Muitas pessoas por aí estão preocupadas por estarmos juntos novamente e ficam desmerecendo o que fizemos antes. Ficam comentando que quando voltarmos a tocar ao vivo vamos só viver do passado. Não queremos fazer isso, por isso o material tem que ser, no mínimo, melhor do que tudo que já fizemos". completou. Tarefa árdua, caro Brett.
As canções foram gravadas no estúdio caseiro de Bernard Butler, com a mixagem final sendo realizada no estúdio Strong Room, na região oeste de Londres. Para completar o time das lágrimas foram recrutados Mako Sakamoto (bateria) e Nathan Fisher (baixo).
O rompimento (que não é de selinho)
Bernard Butler estava afastado da banda desde 94, quando do lançamento do ótimo "Dog Man Star". Chegou a lançar uns álbuns legais, mas nada empolgante, apesar de ser um dos melhores guitarristas dos anos 90. O Suede na época recrutou o fã da banda, Richard Oikes, também ótimo guitarrista, para entrar no lugar de Butler.
Nessa "briga de família", o Suede se saiu bem melhor ao lançar o histórico "Coming Up", com as clássicas "Beautiful Ones", "Lazy", "Filmstar" e "Trash", porém após este lançamento só fez trabalhos mornos. Agora, para ser bem sincero prefiro de longe os dois primeiros álbuns quando o Butler ainda dava o ar da sua graça. Pode comparar..."So Young", "Animal Nitrate", "Moving" e até mesmo os lados-b destas músicas são infinitamente melhores do que qualquer música pós-Butler. É esse o motivo da minha euforia ao ler a notícia do love dos dois.
Ouvindo toda a discografia do Suede (principalmente Suede [92], Dog Man Star [94] e o disco 1 do Sci-fi Lullabies [98])











:(((
So gone..."
flw...
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